|
um ponto e uns contos |
Segunda-feira, Junho 04, 2007treinta y siete_______ boa sorte "É só isso Não tem mais jeito Acabou, boa sorte Não tenho o que dizer São só palavras E o que eu sinto Não mudará" Por vezes, algumas coisas deixam de fazer sentido. Elas são importantes para marcar um período, para marcar uma história. Mas chega um momento em que não dá mais. A coisa fica ultrapassada. Assim me sinto aqui, ultrapassado. Já ensaiei isso antes, porém não consegui. Já ensaiei isso hoje, logo cedo. Mas agora, às 7h36, é chegada a hora de deixar esses sonhos apenas na memória. Que venham outros, em outro lugar, talvez. Mas esse blog fica por aqui. Como uma lembrança boa, ao menos pra mim. sonhos:
Sábado, Junho 02, 2007treinta y seis_______ os olhos de calma A sensação que dá é de sossego. Ela é realmente um ser que já é amado; que já era amado desde antes de ser. Dá uma paz olhar pra ela, e o tempo parece que nem existe. E isso é verdade. Tão bom quando o olhar bate, mesmo sabendo que ela enxerga borrado. Bom ver que ela descansou em seus braços, que ela dorme o sonho dos anjos. Bonito até vê-la fazer força para fazer um bom e ralo cocozinho. Bom ter aqueles olhos em dia que não teve nada de bom. Só aqueles olhos, os olhos que ainda não enxergam muito bem, mas que me fazem ver algo de bom ainda nesse mundo. sonhos:
Segunda-feira, Maio 28, 2007treinta y cinco_______ vivo Esse fim de semana eu me senti bem assim: vivo. Com um turbilhão de sentimentos por dentro, um milhão de expectativas, de atividades para se concluir, com uma ponta de tristeza, reflexão e de um pouco mais de amor para compartilhar. Pensei, pensei e pensei em medos, em objetivos, em se tudo é tão válido. Mas foi só perceber que, apensar das dificuldades, das tristezas freqüentes e das instabilidades, é assim que eu quero que seja, é assim que deve continuar sendo. E me senti vivo: vivo como quem ama, apesar de tudo. "Achei você no meu jardim, entristecido Coração partido, bichinho arredio Peguei você pra mim (...)" sonhos:
Quarta-feira, Maio 23, 2007treinta y cuatro_______ Todo dia ele faz tudo sempre igual Todo o dia é bem assim: o corpo se levanta em um impulso de sem vontade, mas vai assim mesmo, sem pensar. A mente, contudo, já começa a fazer um mapa do dia, do perfil e tamanho do jornal que será clipado logo mais, da agenda programada para a tarde, da quase impossibilidade de fazer algo durante o período da noite. Hoje mesmo acordei uma hora antes do habitual e fui me lembrando do que precisava ser feito durante a manhã para solucionar questões do projeto de conclusão de curso. Contudo, lembrei que ainda tinha uma hora de sono e esvaziei a cabeça de imediato e voltei ao descanso, cada vez mais escasso. Basicamente os dias estão assim: lotados. E não é o lotado do Calvin, nem do Haroldo. Se assim for pensado, é um lotado ao contrário. É um lotado de atividades sérias, obrigações e pensamentos mil. E tudo isso compartilhado, basicamente, com uma única outra pessoa, que também se preocupa, se irrita e fica agitada com tudo que estamos precisando executar nesse período. E o tempo vai passando e a correria e o volume de atividades vão aumentando, ficando de um tamanho sem fim. Já visualizamos desde já o possível retorno, mas, acho, sempre pinta aquela pergunta: poderíamos ter decidido diferente? Esse corre-corre todo só me deixa triste por um motivo: enquanto preciso resolver mil coisas, preciso também dá menos atenção e ficar menos com as pessoas que gosto. Talvez entenda que isso é necessário, porém talvez não há o entendimento e o auxílio do outro que se precisa. Como já concluí: sempre é mais fácil cobrar e cobrar; nunca se colocar no lugar do outro e tentar ajudar, dispensa mais tempo e esforço. Enfim, esse é mais um post espaçado, que ficará um bom tempo sendo o último e que serve mais como uma tentativa de não deixar minha história morrer, de não deixar esse espaço relegado ao léu. "Tudo que quer me dar É demais É pesado Não há paz Tudo que quer de mim Irreais Expectativas Desleais" sonhos:
Quarta-feira, Maio 16, 2007treinta y três_______ Eu tenho, e isso já é o suficiente por hora Eu já não tenho disposição de ficar até tarde da noite pelas ruas, vagando pelas vias de casas antigas do meu bairro preferido, ou brincando de correr de carros por restaurantes e prédios enormes. Eu já não tenho disposição para aceitar um convite para sair após um dia inteiro de trabalhos e pesquisas, salvo depois de muita insistência e pedidos. Eu já não tenho a companhia diária de muitos, nem mensal, por vezes. Não tenho também as ligações e as conversas no MSN. Eu tenho obrigações, muitas. Obrigações que, mesmo sendo brandas, são colocadas em um grau maior na tentativa de ver um melhor produto do meu esforço. E, além disso, lógico, conseguir um reconhecimento por isso (algo que, no momento, confesso não esperar; o tempo dos elogios rasgados já se foi, e são feitos apenas em relação ao período passado, ao período que uma das mestres me lia diariamente e costumava olhar com gosto o que os olhos comiam). Eu agora tenho outras responsabilidades, não só comigo, mas com os outros. Responsabilidade que nem me foi incumbida, mas que sei ser necessário que seja assim. Eu agora tenho a quem cuidar, e a quem ensinar algo de viver. Eu agora tenho que aprender novos passos com o que me espera, e ensinar passos para quem nem os tem ainda. Eu agora tenho mil preocupações no peito. Mas, mesmo assim, uma satisfação por tudo que faço hoje, e com um sonho de poder ter um pequeno objetivo para mais adiante. Além disso tudo, eu tenho um conforto. Um peito que acelera e se acalma aqui por perto. Uma possibilidade de. sonhos:
Quarta-feira, Maio 09, 2007treinta y dos_______ Conversa com baratas Venho por meio deste solicitar às autoridades cabíveis que façam um estudo com o animal conhecido como barata, desde as intituladas periplaneta americana até as gigantae cascudus cascudus. Essa solicitação parte da pré-tese de que esses insetos possuem algum tipo de inteligência. Com isso, fica a pergunta: como é o cérebro das baratas? Tão desenvolvido quanto o dos humanos (?) e o dos macacos? Uma evolução das espécies existentes neste planeta? Anteriormente, fiz um relato sobre meu encontro clariciano-reflexivo com uma barata na mesa desse computador no qual vos escrevo. Nos encontramos em uma madrugada de lua e ficamos a nos olhar profundamente, até que a realidade veio até minha mente e mostrou que eu precisava trabalhar, e, para isso, fazer com que a barata saísse do meu ambiente de labuta. Dessa vez, a barata não estava em cima da mesa do computador, mas praticamente abaixo da cadeira. Ela estava em uma posição entre o deitada de costa e de lado. Parada estava quando acendi a luz e a notei. Fiquei na dúvida: morta ou não morta, eis a questão... Por vias das dúvidas, resolvi pegar uma sandália e matá-la definitivamente. Porém, em uma atitude esperta e audaz, a dita cuja colocou as patinhas no chão e fugiu em disparada. Ainda houve a tentativa de encontrá-la na parte de trás da mesa do computador, mas a mesma foi se esconder embaixo da porta. Foi praticamente uma cena de filme policial. Definitivamente é necessário fazer um estudo sobre a evolução dessa espécie. Enquanto isso, cá fico eu com meus encontros baratísticos. sonhos:
Sábado, Maio 05, 2007treinta y uno_______ Alguns ainda possuem todo o tempo do mundo para respirar; outros já estão ofegantes por aí. Uns apenas olham para todos os lados, como quem ainda está buscando conhecer os detalhes de cada coisinha que forma um ambiente; outros, quase não notam um brilho diferente no céu, de tanto que se acostumaram a ver aquilo tudo, não mais percebem modificações fugazes em canto algum. Uns ainda não se preocupam; outros, precisam se preocupar consigo, e com os que o rodeiam. Uns apenas dormem, dormem muito; outros, descansam um pouco, e sempre acordam como quem precisa fazer alguma coisa pelo mundo. Uns ainda não entendem o que isso aqui; outros, buscam entender ainda, mas já possuem um protótipo na cabeça do que é isso tudo, o que, por vezes, não é algo tão agradável. Uns ainda são crianças. Outros, querem manter, pelo menos, um resquício desse tempo bom. Do tempo no qual comer, dormir e dar uma olhada leve pelo mundo satisfazia o viver. sonhos:
|